A BUSCA DA PAZ

Alan Robertson Archetti

Sociedade Espírita Fraternidade

A história nos deixou marcas profundas pelos exemplos infelizes de muitos espíritos equivocados que por aqui passaram. Nomes que se tornaram famosos pelo mau uso de suas potencialidades quando revestidos de poder. Como exemplo podemos citar:

“NERO, imperador romano, tirano, extravagante, matou sua própria mãe e foi acusado de ter colocado fogo em Roma; ÁTILA, o huno, foi considerado a ‘praga de Deus’ ou ‘flagelo de Deus’; HITLER, pela loucura da eugenia, promoveu o holocausto durante a segunda grande guerra mundial; IDIAMIN DADA, ditador de Uganda, acusado de genocídios com requintes de crueldades nas execuções em Kampala, ficou conhecido como o ‘Sr. Horror’.”

Por outro lado, o mundo também conviveu com a devoção de PASTEUR, no estudo da microbiologia, na cura da raiva e nos estudos sobre o Antraz. Outros nomes, de relevo, também deixaram suas marcas, como SEMMLEWEIS, com sua valiosa contribuição para a assepsia. OSVALDO CRUZ, nas lutas contra a malária. JOHANN SEBASTIAN BACH, que se esforçou ao extremo até captar “JESUS, a Alegria dos  Homens”. BEETHOVEN, embora com surdez absoluta, debateu-se nas profundidades do seu interior até concluir a sua famosa “Nona Sinfonia”. MICHELANGELO, com a sua obra grandiosa na Capela Sistina. GANDHI, na auto transcendência da “não violência”. FRANCISCO de ASSIS, impregnado por Cristo, renunciou a tudo, das posses transitórias, para cuidar do AMOR. PAULO de TARSO, o Pai do Cristianismo, Agostinho de Hipona, Madre Tereza de Calcutá, Chico Xavier e tantos outros que conquistaram a iluminação interior, através do bem e do amor, deixaram seus triunfos de almas evoluídas, revestidas de paz.

Por isso, vemos que se ainda não conquistamos a nossa paz é porque não oportunizamos viver os valores reais da existência, compreendendo que a vida é passageira e o que realmente fica é o que construímos, o que fazemos de nossa vida.

Da forma como nos conduzimos no lar, na sociedade e nas habilidades profissionais que desempenhamos é que alcançaremos a paz ou nos manteremos em estado de perturbação constante, gerando tormentos íntimos que se transformam em doenças mentais, que hoje assumem caráter pandêmico no mundo. 

Não consideramos, muitas vezes, o valor de nossa consciência. E, quando traímos a consciência, nos deprimimos, pois não fomos criados para o erro, fomos gerados para o amor, afinal quem nos criou, como tudo, foi Deus. Ora, se Deus nos criou, possuímos a essência divina e se estamos momentaneamente maus, é por que descuidamos de nossa essencialidade.

Jesus disse: “O Reino dos Céus está dentro de vós”, então porque procurar fora de nós mesmos a paz, a felicidade e o céu de benesses, se somos cooperadores da vida?

É hora de cuidar de nossa paz, ela não virá ao acaso, virá quando compreendermos a finalidade da vida e do existir.

Muita paz a todos!