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Quantas vezes procura você um caminho de paz para a alma e queda-se, aturdido, diante de um cipoal do qual não encontra saída, desanimando, sofrendo, corroído pela amargura?!

Meditando, você perceberá que as saídas dos problemas, pelas quais anseia, acham-se bem próximas das suas possibilidades, restando que se devote, com fidelidade, ao atendimento dos seus mais imediatos compromissos, no concerto de sua existência.

Alega não conseguir conter a explosão dos ímpetos da alma, que lhe infelicitam os dias por armar os atos e vibrações adversárias, o que, gradualmente, lhe desestrutura as emoções. Bastaria, porém, que utilizasse a rígida disciplina do temperamento, aprendendo você, na auto-educação, o bom relacionamento com os irmãos da via de progresso.

Reclama não conseguir a fidelidade dos amigos, mas não se põe, você mesmo, a serviço dos afetos, tornando-se útil e válido, construído carinho entre os que o cercam.

Nota com tristeza a indiferença com que os seus filhos tratam dos pais e os familiares, demonstrando boa relação com pessoas estranhas que, conforme você pensa, têm-nos como padrões de dedicação e bondade. Terá tido você, não obstante, o cuidado, o critério, de bem orientá-los nos diálogos, nos ajustes, na energia bem dosada e amorosa, caminhando ao seu lado, auxiliando-os na romagem à frente? Terá você cumprido devidamente os labores domésticos? Terá empregado esforços por valorizar a fé, nos mais variados momentos e rechaçado o mecanismo materialista que desencaminha o indivíduo, a fim de que seus filhos não o assimilassem?

Sente-se angustiado com o excesso de gordura assinalado pelo hemograma, alterando sua saúde. Será tão-somente necessário manejar garfos e colheres de modo equilibrado, numa imprescindível disciplina do hábito alimentar.

Conjuga os fatores da sorte e questiona, lacrimoso, quanto ao seu destino que, ao que tudo indica, está fadado ao desacerto. Reflita, entretanto, no modo como tem você conduzido a própria vida. A ambição desmesurada, o orgulho voraz, o envaidecimento atordoante, a indiferença enregelante, o descaso perante as responsabilidades cotidianas, tudo isso pesa no orçamento espiritual de sua reencarnação.

A fim de conquistar ventura e realizar os júbilos sonhados ou marchar pela via da sua ascensão, bastará que você empreenda os serviços mais mínimos, que não deixam de ser parte dos seus deveres, na lide dos desenvolvimentos anelados.

Bastarão um pouco só de devotamento aos seus compromissos e a confiança incondicional na ação de Deus, na sua atuação direta nas atividades nobres em que se veja atrelado.

Para crescer, é suficiente querer e avançar.

Para iluminar-se, é necessário querer e avançar.

Para ser feliz, é imprescindível querer e avançar.

Cresça, portanto, e avance!

(Brito, Thereza de. Vereda familiar / ditado pelo espírito de Thereza de Brito; psicografado por José Raul Teixeira. – Niterói, RJ: Fráter, 2001. págs.87 a88.)

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